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Ufa... Achei que não chegaria nunca... - Diz o jovem ao se deparar com uma das
portarias do grande reino de Aroga.
E então depois de um breve
descanso após a longa viagem que tiverá feito o garoto passa a explorar as ruas
do reino. Eram bastante movimentadas , pessoas conversando, lojas, andarilhos e
também restaurantes com banquetes incríveis e fora de seu orçamento que mais
serviam para lembra-lo o quão vazio estava seu estômago. Mas havia algo mais
barulhento do que o ronco de seu estômago vazio, algo que só chamaria a atenção
de um forasteiro pois as pessoas do reino pareciam estar familiarizada com tal
baderna, o som vinha de um estabelecimento, não sei se podemos chamar disso, era
uma taberna com janelas quebradas e algumas pessoas dormindo de embriaguez a
seu redor, mas ainda assim algo que o chamará mais a atenção do que a grande
baderna que parecia vir lá de dentro era a grande placa em sua frente que
dizia: TABERNA DO DRAGÃO MANCO. COMIDA BARATA.
- Bom, não deve ser tão ruim lá
dentro. - Após respirar fundo e juntar força. O garoto caminha até a porta e a
abre com calma, porém a maldita porta faz um rangido tão agudo que todos param
de conversar, rir, brigar ou seja lá o que faziam , para encarar o rapaz.
O rapaz soa frio, já nem sente
suas pernas porém não tem como voltar atrás. Com todo o silêncio que se fez
dava para ouvir o barulho de cada passo que o garoto dava para chegar até o balcão,
o caminho parecia não ter fim, e todos continuavam ainda o encarando, em seu
pensamento uma única coisa: *Continue andando, continue andando, não olhe para
os lados, não encare ninguém.*
Finalmente quando o garoto
chega e se apoia ao balcão aos poucos começam a conversar e em instantes a
bagunça toda volta ao que era antes.
- O que te traz aqui garoto? -
Pergunta o barmen.
- Eu preciso de uma bebida.
O barmen então lhe serve uma
caneca de hidromel.
Sem pensar duas vezes o garoto
bebe a caneca toda pois se havia algo superior a devasta fome que ele sentia,
era sua sede. Aquilo tinha um gosto horrível para ele, porém não poderia
demonstrar isso, não com todas aquelas pessoas 'amigavéis' ao seu redor.
- Quanto ficou a bebida ?
- São 5 moedas.
- Uau aqui é barato mesmo,
deixa só eu pegar o dinheiro aqui na minha carteira, vamos ver... 5 moedas...
hmm... eer... - Novamente o garoto passa a soar frio ao sentir o vento que sai de sua carteira totalmente
vazia.
- E então, estou esperando. -
Diz o barmen impaciente.
- Ah sim, as moedas... -
Novamente aquele rangido agúdo toma conta do local fazendo todos olhar em
direção a porta, menos o rapaz, ele ainda estava pensando no que dizer ao
barmen.
Entra uma bela ao mesmo tempo
máscula mulher na taberna, aparentemente todos em que lá estavam caiam de
paixão por ela.
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| Cordélia |
- Hey Barry, algum trabalho
para hoje ? - Pergunta a famosa mulher ao se aproximar do balcão para o barmen.
- Senhorita Cordélia, está
graciosa esta manhã, claro que tem.- Pegando alguns papéis - Sabe que eu sempre
guardo os trabalhos mais rentaveis para você, aqui está.
O garoto ao ouvir sobre
trabalho se aproxima da mulher.
- Eu não pude deixar de
escutar, mas você mencionou trabalho ? Eu estou precisando muito de dinheiro,
por favor me deixe lhe acompanhar, serei um ótimo suporte.
A moça o olha dos pés a cabeça.
- Por acaso quem é você ? Nunca
te vi por aqui.
- Meu nome é Hiro Daizetsu,
venho de Cellabia.
- É um pouco longe. O que faz
aqui?
- Quando fiz 16 anos eu passei
a viajar por cidades, conhecer o mundo, entende? Então quatro anos se passou e
cá estou eu, no famoso reino de Aroga.
- Entendo... - Meio desconfiada
a mulher olha novamente para os papéis e então volta a encara-lo. - Talvez eu
precise de ajuda nisso, está com uma boa recompensa e talvez eu possa lhe
arranjar uns 10%. Está de acordo ?
- Perfeito.- *acho que com 10%
poderei pagar a bebida *
- Só não sei se alguém como...
"VOCÊ" vai aguentar.
- Não se preocupe comigo. Não
sobrevivi até aqui por sorte.
- Ok, não me responsabilizo
caso acabe por bater as botas. Venha, vamos sentar para conversar melhor sobre
o trabalho.
Os dois sentam em uma mesa de
três lugares logo ao lado, todos o encaram cheio de ódio e com olhares nada
amigáveis por estar em uma mesa junto com a amada e inalcançável Cordélia , a
qual não preciso lhes lembrar que aparente tem um grande fã clube entre os
trogloditas que lá se encontram.
- Barry mande para gente javali
assado, não comi nada ao sair de casa. - Cordélia
- É para já milady. - Barmen
- Então, eu to meio sem
dinheiro...- Diz Hiro em voz baixa.
- Eu pago. - Cordélia
- Eu tinha pedido uma bebida,
dai percebi que estava sem...
- Eu pago - Diz novamente antes
de Hiro terminar de falar.
- Obrigado. - * da pra notar o
porque todos a amam. *
- Nesse trabalho teremos que
levar uma donzela em segurança até Ocied, levará alguns dias.- Explica Cordélia
enquanto o javali é servido na mesa, os olhos de Hiro brilham ao ver tal coisa
suculenta em sua frente. - Ir até lá é moleza, só teremos que esmurrar alguns
babacas pelo caminho, mas o problema se encontra em não deixar a dondoca ter um
arranhão sequer, por isso você será
útil, e também vou precisar da ajuda de um certo alguém.- Continua explicando
até que novamente aquele rangido agúdo o qual Hiro já está se acostumando vem
novamente. - Que acabou de chegar.
Entra um rapaz alto,
aparentemente forte, claramente um guerreiro e pelo visto muito respeitado por
todos na bagunçada taberna. Após o homem cumprimentar quase todos de lá ele se
aproxima da mesa em que os dois estão.
- Olá Cordélia.
- Está atrás de trabalho, Eddy
?
- Vamos ver, isso depende, se
for junto com você tudo bem.
- Poupe-me de suas cantadas
baratas, mas sim, irei junto.
- Não tem maneira melhor de
começar o dia do que conseguir um encontro com você.
- Trabalho.
- Ah sim, isso, foi o que eu
quis dizer.
- Que seja. Este é Hiro, ele
irá com a gente, partiremos esta tarde.
- Será uma honra ir nesse
trabalho com você jovem guerreiro. - Diz Eddy olhando para Hiro, que acena e
sorri enquanto se delicia com uma das partes do javali.